05/08/2017

Brilho - Amy Kathleen Ryan (Série Em Busca de um Mundo Novo)


Oi oi povo!!
Hoje é a ultima resenha dos livros que eu li em 2016. Brilho foi um achado em uma livraria e eu fiquei intrigada pela história e decidi comprar. 

Se você quer ver todas as resenhas que eu já fiz aqui no blog é só pesquisar leituras e se apaixonar pelos livros, histórias e personagens!

Sinopse:
A Terra não existe mais, e em duas naves que procuram um novo mundo no espaço, uma menina de 15 anos precisa casar e engravidar para garantir a sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, uma sucessão de acontecimentos eletrizantes torna a jornada pelo espaço algo absolutamente imprevisto.
Temas como religião, a escolha da mulher e a ideia de poder e dominação vão aparecendo muito suavemente articulados ao longo da trama, amarrando o leitor com surpresas e reviravoltas estonteantes. São temas universais, postos num livro por uma escritora surpreendente e que promete arrasar a cena literária a partir desta sua fantástica criação.


Brilho é o primeiro livro da série Em Busca de um Mundo Novo, uma distopia que tem muitas comparações com Jogos Vorazes. A capa do livro é linda e em auto relevo. Confesso que eu esperava mais no início.

O primeiro livro da trilogia conta a história de Waverly, uma garota de 15 anos que namora Kieran, o sucessor do capitão da nave e o garoto mais desejado da nave. Ela é segura de si mesma, apesar de sofrer com questões internas e entender se ela quer ser a pessoa que esperam, uma mulher casada e com filhos. Ele é inseguro, mas quer casar com Waverly e declarar seu amor por ela todos os dias. Mas como se não bastasse todo esse rolo, ainda temos Seth. Um garoto que é apaixonado por Waverly, que não gosta muito de Kieran e é bem mais seguro que ele.

Sim, nós teremos um triângulo amoroso. Pela primeira vez é um triângulo amoroso que eu não gostei de ver. Parece que essa parte foi adicionada a história por ser obrigatório ou algo do tipo. Não existe um motivo que interesse ao leitor, ou que faça com que o leitor se intrigue com a história dos três.

"Ainda assim, Kieran parecia ser o melhor de todos os garotos da nave, e não apenas por ser meio alto e ter um físico atraente. Também era bondoso e inteligente, e ela gostava de seu jeito enérgico, da agilidade de seu corpo, assim como da forma que ele se preparava fisicamente." Capítulo 1 - Naves Gêmeas

A nave dos personagens principais é a Empyrean. A segunda nave lançada para a busca de um mundo novo para ser povoado. A New Horizon foi a primeira nave a adentrar ao espaço com esse objetivo. As duas estão na nebulosa e a New Horizon, por motivos de início escondidos, invade a Empyrean e decide raptar as meninas da nave. Aí começa, ou continua, o problema.

A história demora a engrenar. O começo do livro é muito sem sentido, trazendo novas informações a cada parágrafo, sem explicar a história por trás dos acontecimentos. Nós demoramos a entender o que aconteceu com a Terra, como as pessoas viviam, como os habitantes das naves foram recrutados para a missão e como é o sistema social da nave.

Eu já li distopia antes, foi a série A Seleção, que é uma distopia com muito foco no romance e que, inclusive, tem um triângulo amoroso que foi bem mais construído. A história do que aconteceu com a Terra foi melhor tratada. É um gênero que eu gostei bastante, mas que me trouxe de início uma felicidade e agora algo que sei que não amarei tanto.

Conheça a Série A Seleção:

"Waverly tentou imaginar-se parada no topo de uma duna com o vento no rosto. Era difícil criar a imagem do ar se movendo sem nenhuma caus visível. Via-se de pé, em um lugar onde não havia nenhuma parede, nem teto... Nada além do seu sobre sua cabeça. Nada para abrigá-la, sã e salva. Só de pensar ficava com medo." Capítulo 4 - Subversões 

Narrada por Waverly e Kieran, a trama só me animou nos últimos capítulos e foi por isso que decidi dar uma chance para o segundo volume, Centelha. O livro trata de temas bem interessantes e que eu espero que cative mais o leitor no restante da trilogia. 

Centelha está na minha lista de leitura para 2017. Darei mais uma chance para a história.

Apesar de não ser umas das minhas leituras preferidas, eu recomendo. Qualquer leitura é válida, pois nos impulsiona a melhorar e a termos olhares mais críticos, além de não permitir que tenhamos preconceito com determinados gêneros. 

Boa leitura!

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